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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Competição: motivação e stress

Numa adaptação de um texto escrito por Marcus Teshainer(consultor do WebRun em Psicologia do Desporto. É psicanalista e psicólogo do desporto. Formado pela PUC/SP - é mestrado em filosofia pela PUC/SP.),sobre motivação em competição ,parece-me uma análise bastante correcta num tema importante, que quero partilhar aqui, com os leitores do Blog:"Em competição o atleta vê-se afectado por uma série de emoções que muitas vezes não sabe reconhecer ou nomear. Muitas dessas emoções podem ser extremamente positivas no sentido de levar o atleta a atingir melhores resultados – nesse caso estamos a falar de motivação.Por outro, lado existem emoções que impedem o atleta de atingir o ápice de seu rendimento, impedindo-o de realizar a sua tarefa com competência – neste caso estamos a falar de stress ou de ansiedade. A motivação é, muitas vezes, entendida como o principal motivo do sucesso de um atleta e o fracasso dele, muitas vezes, é explicado através de uma “desmotivação”. Podemos dizer que existem dois tipos de motivação - a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca refere-se ao prazer que um atleta tem em realizar uma tarefa, a busca por sentir as sensações corporais após um dia de treino. Essa motivação diz respeito a energia que o atleta encontra para realizar uma tarefa, a fim de conseguir uma sensação que se origina dele mesmo.A motivação extrínseca refere-se a uma valorização que vem do meio externo: pode ser uma palavra da equipa, um aplauso , o carinho de alguém querido. É uma força originada pela vontade de conquistar um reconhecimento externo.Podemos entender que a motivação intrínseca refere-se a um reconhecimento e uma valorização interna do próprio atleta, e a extrínseca a um reconhecimento que parte do ambiente.Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são importantes pois ao vencer uma prova, um atleta competitivo recebe reconhecimentos tanto internos quanto externos. Perguntar-se por que quer vencer a prova, o que espera receber ao ganhá-la pode ajudar o atleta a identificar as suas motivações.Há alguns factores como o stress e a ansiedade que interferem negativamente na motivação. Muitas vezes são gerados por problemas pessoais ou do próprio treino, ou por incertezas do atleta em relação ao seu próprio treino ou o treino dos outros competidores. Uma prática que ajuda muito o atleta a se manter motivado é traçar, junto à equipa um bom planeamento de metas e objectivos, tanto em relação a uma prova quanto ao calendário do ano. Saber o que pretende em cada prova, ter a clareza da importância de cada uma delas e quais as reais possibilidades de atingir os objectivos.Como exemplo imaginemos um atleta que começou a competir nesse ano. Ele ainda não tem experiência e nem alcançou resultados significativos. Seria um objectivo irreal esperar que ele fosse campeão nacional no final da temporada(até porque o sistema não o permite) ou regional, isso desmotivaria o atleta, pois dificilmente ele o conseguiria atingir. Ao dividir esse objectivo final em diferentes etapas a serem cumpridas - como primeiro vencer os campeonatos regionais, para depois almejar a 2ª divisão e finalmente a 1ª divisão - estamos a traçar possibilidades reais de realização, o que de fato motiva o atleta.Da mesma forma, muitos atletas preocupam-se excessivamente com seus adversários. Antes de competirem querem saber quem estará na sua embarcação e comparam-se com os outros atletas. Esse é um factor gerador de stress e muito desmotivador, uma vez que não é possível exercer nenhum controle sobre o treino e a preparação de outros, mas apenas sobre o próprio treino.Assim, o atleta deve concentrar-se na própria preparação, confiar no próprio treino , traçar uma estratégia de prova e segui-la dentro do planeado, ter em mente que se o adversário o superou numa prova ele pode estar a usar uma estratégia diferente daquela que traçamos, e que essa pode ser a melhor.Por isso é importante uma boa visualização da prova. Antes de começar o atleta deve imaginar-se executando todo o percurso, como se já estivesse competindo, e tentar, após o começo executar o que visualizou. O atleta que faz uma boa visualização não enfrenta surpresas durante a prova."Até já.

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