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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Atum Vermelho em risco de extinção

As reservas de atum vermelho no leste do Atlântico e Mediterrâneo podem estar em vias de extinção.Recurso alimentar desde os tempos romanos, esta espécie está ameaçada pela captura excessiva e pelo aumento da procura no lucrativo mercado japonês de sushi. A captura anual ascende a 50.000 toneladas, o dobro da quantidade sustentável.Navios espanhóis,italianos e franceses são responsáveis pela captura de 50% de atum no Mundo,mas também em grande parte, canadianos,americanos e japoneses.A biomassa de atum vermelho diminuiu 80% nos últimos 20 anos,o que coloca a espécie, se nada for alterado, em risco de extinção a exemplo do que aconteceu no final dos anos 60. Outros factores terão pesado na diminuição dos stocks nas costas do Atlântico Norte, como a captura de atuns-vermelhos bebés, o que terá contribuído para travar a reprodução das espécies, sugere a pesquisa, publicada numa edição especial da revista "Fisheries Species (Espécies Piscatórias)".Segundo um estudo científico publicado na revista britânica "Nature". Risco de extinção ,foi essa a conclusão de um grupo de especialistas da Califórnia (EUA) depois de acompanhar durante oito anos 772 atuns em sua viagem de milhares de quilómetros pelo oceano Atlântico.
Cientistas da Universidade de Stanford e do Aquário de Monterrey colocaram identificações eletrônicas nesses 772 atuns e acompanharam seu deslocamento no oceano de 1996 a 2004.De acordo com a "Nature", as identificações eletrônicas permitiram aos cientistas seguir a migração das atuns, assim como saber em que profundidade mergulham (até 300 metros) e a temperatura de seu corpo e das águas onde vivem. O atum vermelho ou de barbatana azul (Thunnus thynnus) é o maior dos atuns e também um dos pescados de maiores espinhas do mundo, pois pode chegar a medir três metros e pesar 700 quilos. Trata-se de um dos peixes com maior valor comercial. No Japão, um dos países que mais o consome, um bom exemplar pode custar 75.000 euros (cerca de 100.000 dólares). O atum vermelho diferencia-se em três grupos : Atlântico, Pacífico e Sul. Segundo os especialistas, o atum vermelho do Atlântico separa-se em dois grandes grupos, um que migra para o Mediterrâneo e o outro para o Golfo do México, para se reproduzir.
Os cinco organismos internacionais responsáveis pela regulação da pesca do atum adoptaram, em Janeiro, um primeiro plano de acção mundial para salvar esta espécie mas sem estabelecer um sistema mundial de quotas de pesca de atum.
Em Junho deste ano, a União Europeia adoptou um plano de salvaguarda de 15 anos com vista a restabelecer os stocks deste peixe, nomeadamente no Mediterrâneo.Parece ser convergente a nível mundial,a preocupação e intenção urgente de salvar a espécie reduzindo cotas permitidas de apanha, como forma de salvar a espécie,no entanto vários organismos mundiais de defesa do ambiente,tem denunciado a pesca ilegal em determinados países,que obviamente circula á margem das cotas estabelecidas.É triste que o homem moderno,deixe chegar esta espécie ao risco de extinção, sempre pela mesma razão: a económica! e não seguir a máxima preservar hoje para ter amanhã..Ainda existem vozes,que vem depois afirmar,que os pescadores desportivos é que são bastante responsáveis pela falta de peixe.Façamos votos que as medidas tomadas evitem a extinção desta espécie,porque caso contrário o sushi no futuro passará em vez de ser de atum,a ser de bogas,frango ou até onde a imaginação do homem chegar.Um tema muito triste,mas que face á actualidade e carácter urgente nunca se torna exaustivo,escrever e falar sobre ele. Fontes:Lusa,Parlamento Europeu,Instituto Ahau.Até já.

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