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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Rabo de Peixe

"Que vais fazer da tua vida? Quero ser pescador! Porquê? porque o meu pai é pescador! Vais á escola ? não eu não gosto, saí da escola para ajudar a família em casa."," Acha que não é um futuro garantido para eles? Há moço o senhor está a falar muito bem, o pai é pescador que futuro é que pode dar a eles ? se o pai é pescador tem que dar instrução de pescador aos filhos." Este é um cenário real da vila de Rabo de Peixe, uma das freguesias mais pobres de Portugal, e o maior porto de pesca do arquipélago dos Açores, situado na ilha de S.Miguel.

23 milhões de euros já permitiram requalificar um pouco a vila melhorando as condições de vida da população maioritariamente dependente do mar.Muito no entanto ainda existe por fazer nomeadamente nas camadas mais jovens.O texto inicial deste post é um resumo de questões colocadas por jornalistas de dois canais de televisão portugueses, que me fazem reflectir sobre dois temas.
O primeiro é a visão que temos da pesca como única forma de sobrevivência.O segundo é a visão que se tem da pesca da forma lúdico desportiva.E são realidades muito diferentes. No segundo ponto e focando como exemplo esta maravilha da natureza que é o Açores, nós pescadores desportivos principalmente do Continente, olhámos para aquelas águas normalmente de muita agitação e imaginamos logo, a abundância e comédia em espécies e quantidade existentes naquelas paragens. Para nós aquele lugar é um paraíso de pesca, é um dos locais onde se pode capturar no nosso território um bom troféu de pesca. Os Açores é um barco enorme num mar imenso.Por outro lado na reflexão do primeiro tema, a pesca como sobrevivência, a realidade é muito diferente e dura. Afirmações como "Antigamente havia muito peixe e poucos barcos, agora há pouco peixe e muitos barcos! Não devia ser assim." leva-me a pensar que a pobreza aumenta naquelas paragens a passos largos, e na falta de alternativas de sobrevivência para o futuro daqueles jovens e famílias, condicionado ao mesmo tempo pela insularidade e esquecimento da região. A mudança de mentalidades e o progresso de uma sociedade começa nos bancos da escola, e mais tarde na formação adequada ás necessidades das realidades locais. Com a abundância de recursos humanos qualificados, desaproveitados, desempregados em Portugal ou a exercer tarefas que nada tem a ver com a formação de cada um, custa-me a entender como em Rabo de Peixe e outros lugares idênticos se deixam populações chegar ao limiar da pobreza, parados no tempo. Como o adolescente açoriano disse "não devia ser assim".Como um dos títulos da reportagem refere "O lado escondido da ilha " penso se não estaremos a criar mais Rabos de Peixe por este país fora em outros locais também escondidos? A acontecer no futuro, nunca irei encontrar uma justificação razoável principalmente para a pobreza material e de espírito. Mas quem sou eu para encontrar uma justificação razoável? Apenas um Português, que pensa que qualquer ser humano deve ter dignidade na vida que tem. A luta contra a pobreza deve ser uma prioridade de todos, a única forma de alcançar a paz e a prosperidade de uma sociedade. Um abraço a todos os pescadores de Rabo de Peixe e aos Açores. Até já.

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