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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A cana Ideal

Nem o recurso a uma bola de cristal nos indica qual é a cana ideal actualmente, tal é a quantidade da oferta apresentada pelos diversos fabricantes normalmente todos os anos com novidades. Por definição a cana ideal é sempre aquela que apanha mais peixe e nos satisfaz, naquela altura, naquele momento de prazer, que representa para todos nós a pesca desportiva. Vejamos o Comprimento: De um modo geral o mercado apresenta canas desde 2,50m ate 5,00m para pesca embarcada em barco fundeado. Lembro-me de começar a pescar com canas de 2,50m/2,70m e hoje pesco com canas de 3,70/4,00/4,20m.Os Italianos há uns anos, no campeonato do mundo apareceram com canas de 5,00 metros, mas pessoalmente considero demasiado (pela dimensão apresentam-se pouco práticas e pesadas) e medidas entre os 3,70 e os 4,20m são as que em minha opinião, mais se enquadram em competição, pelo menos aqui para o nosso cantinho à beira mar plantado. O recurso a canas mais compridas nomeadamente em competição tem muito a ver com maiores lançamentos na procura de peixe fora da área que se encontra por debaixo da embarcação, assim como um trabalhar melhor do peixe ferrado na recolha. Além destes dois factores as canas maiores ao conseguirem obter maior amplitude na colocação da nossa montagem/chumbada permite mais facilmente fugir de zonas de acção de pesca de outros companheiros e assim evitar conflitos e embaralho com montagens de outros pescadores. Bom mas contradizendo tudo isto continuo a ver companheiros a pescar muito bem e a terem bons resultados em competição com canas de 2,70 e 3,00m, o que prova que talvez o mais importante além das medidas da cana e da mão com certeza, é o pescador conhecer muito bem a cana com que pesca e estar bastante bem adaptado a ela. Analisemos outros factores da cana: Canas telescópicas ou em partes. Tenho os dois tipos mas actualmente prefiro as canas telescópicas, pela facilidade de arrumação e por as considerar mais práticas. Tem desvantagens: As secções desapertam-se por vezes ao estarem esticadas em acção de pesca, este pormenor pode ser resolvido colocando fita de teflon na base de cada secção na zona do aperto; é necessário para fazer isto tirar os passadores todos para ter acesso aos tubos, e voltar depois a montar tudo. Outra desvantagem, quando se parte algum elemento é ter de retirar os passadores de cima até ao elemento partido e voltar a montar tudo de novo, o que não está ao alcance de qualquer pessoa, apenas para aqueles com mais jeito e paciência, para este tipo de trabalhos, apesar cada vez mais eu ser um apoiante do Diy “faça você mesmo”.Existem modelos de algumas telescópicas que permitem fazer duas medidas de comprimento, uma maior outra menor, outras até permitem valores intermédios. Reflectindo e não querendo entrar em pormenores de construção, uma cana é desenhada calculada e equilibrada para determinado comprimento, e resistência (é frequente ouvir falar “aguenta içar um peixe até 2-3 kgs”).Quando se altera o comprimento puxando o 2º elemento para dentro do primeiro (coloca mais peso no 1º elemento), o seu centro de gravidade e ponto de massa inicial é alterado, fica logo com um comportamento diferente do que tinha no seu ponto máximo para que todas as secções foram calculadas. Apesar da solução inteligente encontrada pelos fabricantes para fazer deslizar o 2º elemento para dentro do primeiro alterando a dimensão da cana de uma forma fácil , rápida e segura, não sou muito “fan” deste tipo de cana. Apesar de todas as desvantagens das telescópicas continuo a preferi-las, no entanto para pescas a espécies mais pesadas as canas de partes apresentam-se mais robustas e seguras. Voltando há questão, telescópicas ou partes?, é na realidade uma preferência pessoal, não vejo que possam ter umas mais ou menos vantagens no sucesso das capturas. Observemos outros factores nas canas: Parabólicas, Semi-Parabólicas e Acção apenas de ponteira. Nas parabólicas praticamente todos os elementos da cana apresentam determinada flexão quando a cana está em tenção, prefiro-as para pescas a exemplares maiores. As semi-parabólicas apenas os primeiros elementos junto há ponteira apresentam flexão quando a cana está em tenção, são usadas por muitos em competição, mas apresentam-se mais lentas nas ferragens comparadas com as de acção de ponteira, tem a vantagem de serem canas menos cansativas no recolher das capturas. Tenho também algumas e em certas situações pode ser a cana ideal para pescar, mas na generalidade a minha preferência actual vai para as de acção de ponteira . As canas de acção de ponteira todos os elementos menos a ponteira não apresentam flexão quase nenhuma, quando a cana está em tenção. São canas para ferragens rápidas, tem a desvantagem normalmente de serem muito cansativas numa prova de pesca, pois dificultam muito mais o recolher das capturas exercendo um maior esforço no carreto e ao pescador. São as minhas preferidas, mesmo exigindo uma melhor preparação física do atleta (também faz parte ).Sobre esta questão considero, que o que conta mais para a opção de escolha do tipo de cana, será a acção de pesca de cada pescador”(vulgo sua forma de pescar) que condiciona, gostar-se de pescar com mais, este tipo, ou aquele de cana, parabólica, semi-parabólica ou acção de ponteira. Mais uma vez o gosto pessoal a imperar. Vejamos outro factor que tantas vezes desespera os pescadores quando uma cana se parte, A Resistência. Coloquemos de parte manuseamentos errados e manutenção inexistente nas canas que pode dar origem a uma cana se partir independentemente da sua resistência. Por definição uma cana ideal deve ser uma cana resistente e leve abaixo das 300 grs (canas de 4 m). Mesmo com todos os carbonos de alto módulo entrançados e tal, é muito difícil conseguir canas leves e ao mesmo tempo bastante resistentes que aguentam tudo, ao mesmo tempo baratas. Amigos não há milagres, para cortar no peso tem que se que cortar no peso do carbono. Como é que eu corto no peso do carbono? Construindo tubos que exteriormente apresentam o mesmo diâmetro exterior para chegar ao mesmo comprimento, mas que o diâmetro interior é maior( portanto carbono mais fino) .E como é que se conseguem muitas vezes preços mais baratos e competitivos, cortando no peso do material, na qualidade dos passadores, etc. As canas por vezes tem acabamentos espectaculares, leves, cómodas, e lá acontece com um esforço maior, partem, e não entendemos porquê? No acto da escolha da cana podemos sempre observar a espessura do carbono desenroscando o pé da cana e verificando a mesma, depois é sempre uma relação de preço qualidade e bolsa. Eu gostava muito de ter um Shimano Stella 6000 ou um Daiwa Saltiga 8000 (peixe mais pesado) mas tenho dois Tica Taurus 7000 que adoro. Acreditem que passados estes anos todos em que pesco em alto mar, ainda não encontrei a cana ideal, o mesmo se passa relativamente ao fio multifilar, ainda não encontrei um que me agradasse totalmente. Talvez por isso nas canas, estou numa fase de conceber as minhas próprias canas, ao meu jeito, a Vereda está pronta mas ainda faltam os testes (o mar e o tempo não tem deixado), a Diamante vai a meio, uma mais leve que outra, uma mais resistente que outra, ambas de 4,20m, acção de ponteira, a par da Tubertini F1 (também já modificada e testada) , vão fazer a época que se avizinha. A cana ideal qual é? Alguém sabe? Acho que no fundo no fundo é aquela que a gente tem. Abraço a todos, até já.

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